| Dengue ameaça a realização de micareta e festa de São João na Bahia |
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| Escrito por Emerson Azevedo | |||
| Ter, 07 de Abril de 2009 16:48 | |||
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A epidemia de dengue ameaça duas festas tradicionais da Bahia. Em feira de Santana, um grupo de médicos espalhou seis outdoors solicitando o adiamento da realização da micareta do município, marcada para acontecer em 10 dias. O ex-diretor do Hospital Clériston Andrade, o médico Eduardo Leite, entrou com uma representação no Ministério Público alegando que com os hospitais cheios de pacientes com Dengue, a cidade não tem recursos nem estrutura para fazer a micareta este ano. De acordo com a prefeitura de Feira de Santana, a administração pública ainda não recebeu nenhuma notificação do MP sobre o assunto. Em Itabuna, distante 447 quilômetros da capital baiana, e onde a dengue já provocou a morte de 20 pessoas, e com a veiculação de notícias de que o Município de Itabuna, cinco promotores de Justiça ingressaram com uma ação civil pública contra o município com o objetivo de "inibir o planejamento, organização e realização de festejos de qualquer natureza ou nomenclatura, notadamente os de São João e de São Pedro, com recursos públicos" até que a situação de epidemia seja declarada controlada pelo Ministério da Saúde e/ou Secretaria Estadual da Saúde em documento oficial. Uma festa junina está marcada para acontecer na cidade em 30 dias. Como já começa a ser anunciado que para os festejos juninos estão sendo contratadas bandas famosas, montadas estruturas e sendo direcionados recursos e pessoal em prol de interesses de alguns segmentos da cidade que lucram com esse tipo de evento, o promotor afirma que não concorda com a realização de um mês de festa num momento em que se vive uma situação de calamidade pública. Ele diz, inclusive, que a realização da festa no momento em que dados oficiais mostram que a situação ainda não está controlada, coloca em risco de contaminação e morte também os que vão à Itabuna participar da festa Na ação assinada pelos promotores de Justiça Márcia Bandeira, Márcio Fahel, Clodoaldo Anunciação, Thiara Rusciolleli Bezerra e Patrick da Costa, é detalhado como tem sido grande a luta para combater o mosquito Aedes aegypti e também em dar a assistência básica para as pessoas que já manifestaram os sintomas da doença. De acordo com os representantes do Ministério Público, o problema que atinge na região foi uma "tragédia anunciada". Eles explicam que tanto na gestão anterior quanto na atual, inúmeros documentos oficiais e matérias de imprensa noticiavam a epidemia, a ponto de ter o MP pedido à Justiça, no mês de março, a suspensão da realização do carnaval antecipado de Itabuna, o que não foi atendido, permitindo que fossem feitos gastos públicos no valor de R$ 700 mil. Os representantes do MP não querem que o mesmo seja feito com a festa junina, até porque os recursos podem ser empregados na saúde da população. O promotor de Justiça Clodoaldo Anunciação diz que, ao ajuizar a ação civil contra a realização do carnaval, foram apresentados também problemas relacionados a uma dívida milionária do município com os prestadores de serviços da área de saúde, referente ao mês de outubro de 2008. A dívida, diz, coloca ainda mais em risco o sistema de saúde municipal, num momento em que a população enfrenta uma epidemia, com pessoas morrendo de dengue e outras milhares esperando em filas para serem atendidas. Naquele momento, ele mostrou irregularidades na coleta de resíduos sólidos e falhas no abastecimento de água na cidade e no sistema de saúde municipal. Fonte: O Globo Online
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