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Gospel Ecumênico -
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Escrito por Marcos Monteiro
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Ter, 04 de Janeiro de 2011 12:05 |
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Foto: Google Imagens

Jo 4,13-14
“Afirmou-lhe Jesus: quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna”.
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Escrito por Marcos Monteiro*
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Seg, 26 de Abril de 2010 20:00 |
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Foto: Google imagens

Por Marcos Monteiro*
A palavra caridade foi criando, ao longo do processo histórico, um campo de significados, oriundo de nossa tradição religiosa, especialmente católico-romana, cujo núcleo principal seria um amor prático e desinteressado dirigido prioritariamente para os mais pobres, os famosos desfavorecidos. A figura do Padre Ibiapina, atuante na região do Cariri e da Serra da Borborema, na segunda metade do século XIX, seria a figura emblemática maior dessa nossa herança semiótica.
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Gospel Ecumênico -
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Escrito por Marcos Monteiro*
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Ter, 20 de Abril de 2010 17:49 |
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Marcos Monteiro*
A identidade de nosso país vem sendo construída em um processo lento e inacabado, a partir de relações, imagens, tipos e atitudes, onde as concorrências e os paradoxos encontram sempre um lugarzinho. Esse fluxo identitário vem sendo proposto por diversos olhares, internos e externos, sendo este ano um espaço em que se encontram tanto a bola de futebol, quanto a lenta construção democrática. Ano de copa de mundo e de eleições presidenciais. O salto ainda não completado de uma configuração pré-histórica para um processo civilizatório, foi guiado por uma colonização predatória, cujos processos ainda estão em andamento, através de novos artifícios. O tipo Macunaíma, proposto por Mário de Andrade, definiria para nós essa complexa migração, de sociedades integradas ecologicamente para uma urbanização antropofágica. Essa antropofagia seria desejável, enquanto afirmação de uma identidade nacional relacionada com sua herança européia, mas que não consegue ser destruída. Pelo contrário, devora o colonizador, transformado-o em elemento digerível, importante apenas assim. Quem engoliu quem a história ainda não revelou, todos ansiosos à espera de um final feliz. Nesses termos, o herói sem caráter propõe uma ética da resistência, sendo a ausência de marcas a sua própria marca, aquilo que torna o inédito viável, para não esquecer Paulo Freire. Nessa caminhada em busca de nossa alma, tornamo-nos o país da festa: samba, carnaval e futebol. Se essas imagens escondem a violência histórica, latente e cotidiana que alimenta complexos insuspeitáveis de violências, realçam a tendência ao bom-humor e à alegria que certamente definem nosso modo de ser, ou de estar-sendo, como preferiria Heiddegger. No futebol e na política, os tipos se sucedem. Configurações coletivas, mas com espaço para performances individuais, encontramos desde a figura de João Grilo, recolhida por Ariano Suassuna, quanto a de Lampião, violência também tornada símbolo de resistência cultural. Nos procedimentos, o mutirão e a briga de galo, acontecem lado a lado, apesar de tão diferentes. Talvez as brigas de galo incomodassem Jânio Quadros por ser ele mesmo galo de briga, e ainda mais perdendo a parada... Nos comandos do futebol e da pátria (para muitos a mesma coisa), o coronel autoritário ou o cacique tupiniquim, desejado há tanto tempo por Marilena Chauí. Esse chefe desejável porque não chefia, não interfere nas rotinas da tribo. Apenas discursa de costas, elogiando as próprias virtudes. O seu discurso marca apenas o ritmo da vida, sem nenhum poder de decisão. Para o próximo período, talvez precisemos de uma boa mistura dos dois. Diante da força avassaladora das pressões internacionais a teimosia de uma resistência ao jeito dos coronéis. Para os procedimentos que seguem seu curso, diante dos esforços coletivos da parte organizada da sociedade civil, apenas o discurso inofensivo, mesmo que auto-laudatório
*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia, faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também é coordenador do Portal da Vida e faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. E-mail
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Fone: (71) 3266-0055. Veja esse texto também no blog www.informativo-portal.blogspot.com
Fonte: Assessoria de Comunicação do Portal da Vida
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Escrito por Marcos Monteiro*
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Sáb, 10 de Abril de 2010 01:10 |
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Para Michel Foucault, significantes e significados dançam no jogo filosófico a dança da ausência de referentes, em que sob a máscara de Sócrates, o riso do sofista pode se ouvir inopinadamente. Mais do que acusar Sócrates de sofista, acusação que o teria levado ao tribunal das massas, segundo a famosa interpretação de Platão, Foucault defende a impossibilidade da razão em prestar contas a si mesma, em caminhar pela clareza e distinção, como pretendera Descartes. Desse modo, a filosofia torna-se um theatrum philosophicum, lugar de representação de comédias, tragédias, fábulas e outras coisas mais, em que o saber joga qualquer outro jogo, menos o jogo do conhecimento, mais próximo, por conseguinte, dessa complexa distribuição de poder que se constitui enquanto teia de múltiplos fios e de nós tão diversos quão diversa é a natureza humana. No ciclo quadrienal das eleições majoritárias, prepara-se aqui no nosso Brasil, o theatrum politicum, em que esse complexo jogo referido do poder assume proporções de farsa, representação fantástica de interesses que se cruzam, em nome de palavras, metas, configurações, onde o dito e o quase dito é o que menos conta. No centro do script estará a ruptura ou continuidade do governo atual, em gestão que completará oito anos. Os atores e atrizes do espetáculo estarão atentos às reações da platéia mais do que aos comentários dos críticos, percebido já que aquela é que realmente conta. Especialmente quando se constata a popularidade recorde do principal ator do atual elenco. Provavelmente, todos os principais pleiteantes ao cargo de presidente da república do Brasil, falarão muito mais em continuar. Se, por um lado, isto nos assegura uma política econômica estável, estaremos assistindo, mais uma vez, a prioridade das medidas econômicas diante das reformas sociais. Claro que essa estabilidade garante um efeito imediato de bem-estar para os mais desfavorecidos, sem que isso pese sobre o orçamento das grandes fortunas. Uma parcela média da população, incluindo grande parte da classe trabalhadora, com certeza terá de pagar o ajuste dessa conta. Espera-se pouca coisa diferente da próxima gestão presidencial, qualquer que seja o gestor. Ninguém pretende que o ator seja dramaturgo a reinventar papéis durante a execução da peça. No grande teatro da política, a peça já foi montada e o espetáculo que se anuncia é o mesmo conhecido de sempre, a ser executado com maior ou menor competência teatral. Não há espaço para figuração nesse tipo de peça. Todos os outros estaremos na platéia, depois de pagarmos o ingresso.
Feira de Santana, 09 de abril de 2010.
*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia,faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também é coordenador do Portal da Vida e faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. E-mail
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Fonte: Portal da Vida
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É com pesar que leio essa notícia, po...
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Muito bom o novo livro do weslley poe...
Parabéns pelo site!
Felicidades é o que desejo neste ano ...