| Feirenses adotam bicicleta como meio de transporte |
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| Artes do Sertão - Regional | |||||||
| Escrito por Emerson Azevedo | |||||||
| Qua, 30 de Setembro de 2009 21:15 | |||||||
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Foto: Emerson Azevedo
Apesar dos números as codições de circulação não são das melhores
É cada vez maior o número de moradores de Feira de Santana (BA) que adotaram a bicicleta como meio de transporte. Pelo menos 10% da população faz do ciclismo um estilo de vida. Vão pedalando para o trabalho, fogem do trânsito e deixam a saúde em dia. A Topografia da cidade favorece o uso desse meio de transporte. Cerca de 60 mil pessoas usam bicicleta para chegar ao trabalho.
Andar de bicicleta por Feira de Santana é fácil. Todos os dias o vigilante Jorge Jesus dos Santos pedala quase dez quilômetros para trabalhar.
A Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito estima que cerca de 60 mil pessoas usam bicicleta. O metalúrgico Paulo Porto é uma delas. “É bom porque você pode se exercitar e manter a forma física.”
Para se adaptar, uma empresa metalúrgica, com 300 funcionários e 30% deles que vão ao trabalho de bicicleta, construiu um bicicletário. “A gente inspeciona a situação dos freios, dos pneus e com isso buscamos incentivar que o funcionário venha para o trabalho de forma segura”, disse Jonilse Teles, técnica em segurança do trabalho.
“É um ato seguro, saudável e que também ajuda para a melhoria do clima na cidade. Diminui a poluição e os funcionários deixam de ser sedentários”, disse Antonio Luís Sampaio, gerente de recursos humanos.
Comércio
No comércio, pelo menos mil bicicletas são vendidas por mês. Tem preço para todos os bolsos. “Até mesmo aquelas pessoas que têm uma condição financeira menor acabam pegando uma bicicleta”, disse o comerciante Leandro Araújo.
De olho no mercado, tem gente que compra bicicletas e equipamentos no Centro da cidade para vender nos bairros mais afastados. Adelson Cruz, mecânico de bicicletas, disse que sempre tem clientes que não podem ir até o Centro e por isso compram peças para bicicletas direto com ele.
Esporte
Na cidade ainda tem uma turma que faz disso um esporte: é a Liga Baiana de Ciclismo. O grupo sempre se reúne para pedalar e alguns investem pesado para fazer o que mais gostam. A bicicleta de um dos participantes está avaliada em R$ 18 mil. “Estamos vivendo a época do carbono. Tudo é carbono. A bicicleta é muito rígida e resistente. As rodas, por exemplo, são feitas de cerâmica espacial”, disse o ciclista Carlos Henrique Barreto.
A topografia da cidade permite que a pessoa se locomova em qualquer bairro de bicicleta. "Isso é até mais saudável como meio de transporte”, disse Rogério dos Santos, presidente da Liga Baiana de Ciclismo.
Fonte: G1
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