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UEFS lança obra de Eurico Alves Boaventura PDF Imprimir E-mail
Artes do Sertão - Livros
Escrito por Socorro Pitombo   
Seg, 26 de Abril de 2010 19:40
Foto: Arquivo de Familia

eurico

 

Acontece lançamento do livro “História Poesia Sertão: diálogos com Eurico Alves Boaventura”, na próxima quarta-feira (28/04), no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca).

Segundo a assessoria do Cuca, a publicação, que traz o selo da UEFS Editora e conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), é resultado do Colóquio Internacional realizado no ano passado, na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), com o objetivo de marcar o centenário de nascimento do poeta e escritor feirense. Organizada pelo professor Aldo José Morais, reúne textos produzidos por estudiosos das áreas de Letras, História, Arquitetura e Museologia, que analisam as várias dimensões da obra de Eurico Alves e seu contexto sócio-histórico.

Na simplicidade dos versos de Eurico Alves Boaventura é possível perceber um dos elementos próprios da cultura de Feira de Santana - a figura do vaqueiro.  Na lírica nostálgica do poeta, infância e natureza estão interligadas, quando canta as peripécias do menino sertanejo. Estas e outras questões que envolvem o desejo de salvaguardar o passado da cidade estão contidas no livro “História Poesia Sertão:  diálogos com Eurico Alves Boaventura”.

Para Aldo Morais, que presidiu a comissão organizadora do colóquio, “com a realização dos estudos a idéia foi dar maior visibilidade ao conjunto da obra euriquiana, ainda relativamente pouco conhecida no meio acadêmico, já que os seus principais textos só foram publicados postumamente, alguns deles muito recentemente, além de parte da sua produção ainda permanecer inédita”.

Ainda segundo Morais, a produção poética e literária de Eurico Alves reflete sua preocupação com o resgate e valorização da cultura sertaneja, uma cultura que -acreditava - tinha na Feira de Santana de sua infância e juventude, a mais completa expressão.

 

De poesia e sertão vive a obra de Eurico Alves

 

... Minha terra não é moça,

minha terra é menino,

que atira badogue

que mata mocó,

que arma arapuca

e sabe aboiar

e nada nos rios em tempo de cheia

e come umbu quente e não apanha malina...

Minha terra é menino

é um vaqueirinho

vestido de couro...

 

 

Fonte: Assessoria Cuca/Uefs

 

 
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