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Feira de Santana é destaque na Revista Bahia de Todos os cantos (01) PDF Imprimir E-mail
Feira de Santana - História
Escrito por Emerson Azevedo   
Seg, 24 de Janeiro de 2011 11:14

 

bahia-cantos

 O Projeto Bahia de todos os cantos contempla um programa de televisão que ao ar pela TVE Bahia todas as quartas-feira às 20h30m e uma revista que saem nas versões impressa e Digital em PDF. O conteúdo visa dar ênfase ao que as cidades da Bahia tem de melhor em todos os aspectos como também levar curiosidades e informações de relevância. Acompanhe na integra a publicação que está na revista Bahia de Todos os cantos n°03.

 

 

“Vai-e-vem movimenta metrópole sertaneja

 

feira_de_santana

 

Vai  se  perdendo  na  memória  o  tempo  em  que  a maior  feira do Norte-Nordeste começava no Mercado  Municipal,  espalhando-se  pelas  calçadas,  invadindo ruas e chegando até a famosa Feira do Gado,  na  Princesa  do  Sertão. Mudou  o mundo,  e  a  feira,  em Feira de Santana, acompanha a hegemonia das  tecnologias digitais, onde um celular com TV e dois  chips  já  está saindo por R$ 120 no “Feiraguai”. Para muitos, preço  assim é um milagre, e o Éden é bem ali.

São 434 boxes de 0,80m X 1,20m, onde trabalham 2.400  pessoas. Fora as 60 lojas que se abriram no entorno, bares com bilhar, a “ilha dos automóveis”, barraquinhas de  lanches e uma infinidade de ambulantes. O nome vem da  óbvia associação com o país vizinho, que, a partir de um  pacto comercial firmado com o Brasil, abriu sua fronteira

para compras em 1986.

 

Em meio à balbúrdia ouve-se o vendedor de beiju de  tapioca Antônio de Jesus Marinho, 44 anos, natural de Feira de  Santana,  repetindo:  “Olha  o  delicioso  beiju!” O  povo espreme-se com pacotes nas mãos e desvia  impaciente. “Chego aqui às 6h da manhã, há 5 anos. Adoro isso aqui”, resume Marinho.

“Hoje em dia, no ‘Feiraguai’, 80% dos comerciantes emitem notas  fiscais, porque se compra direto das  importadoras,  que  ficam em São Paulo, Rio de  Janeiro ou Recife”, garante  o  presidente  da  Associação  de  Comerciantes  do  Feiraguai, Renato Assis, 44 anos.  “Tem de  tudo aqui,  só  não é permitido venda de drogas, armas e remédios que  viciem”, propagandeia.

Advogado,  jornalista e cordelista, Franklin Maxado  já escreveu sobre todos os mitos feirenses na sua vasta produção em cordel. Para ele, “a identidade de Feira de Santana é  justamente  o  comércio,  aqui  tudo  tem  preço. O  nome  da cidade já está dizendo, Feira, surgida de um ponto de  troca, de um entroncamento de caminhos”, detalha.

Papel central – Há 7 estradas, incluindo as BR-324, BR-116, BR-242 e BR-101, que passam por Feira de Santana.

Toda  esta  acessibilidade  lhe  confere  papel  de  pivô  no  desenvolvimento  do  estado  da  Bahia.  “Atualmente  Feira  de Santana é um nó  logístico entre o  interior e a capital,  promovendo  a  articulação  entre  as  regiões  Nordeste  e  Sudeste. Metade das mercadorias que circulam na Bahia passa  por  Feira”,  explica  o  diretor  de  estudos  da  Superintendência de Estudos Sociais e Econômicos da Bahia  (SEI), Edgar Porto.”

 

Fonte: Bahia de Todos os Cantos

 
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