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Gospel Ecumênico
OU POLÍTICA OU CARIDADE PDF Imprimir E-mail
Gospel Ecumênico - Textos
Escrito por Marcos Monteiro*   
Seg, 26 de Abril de 2010 20:00
Foto: Google imagens

politica-peca

 

Por Marcos Monteiro*

 

A palavra caridade foi criando, ao longo do processo histórico, um campo de significados, oriundo de nossa tradição religiosa, especialmente católico-romana, cujo núcleo principal seria um amor prático e desinteressado dirigido prioritariamente para os mais pobres, os famosos desfavorecidos. A figura do Padre Ibiapina, atuante na região do Cariri e da Serra da Borborema, na segunda metade do século XIX, seria a figura emblemática maior dessa nossa herança semiótica.

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NOSSA PÁTRIA TUPININQUIM PDF Imprimir E-mail
Gospel Ecumênico - Textos
Escrito por Marcos Monteiro*   
Ter, 20 de Abril de 2010 17:49

Marcos Monteiro*

A identidade de nosso país vem sendo construída em um processo lento e inacabado, a partir de relações, imagens, tipos e atitudes, onde as concorrências e os paradoxos encontram sempre um lugarzinho. Esse fluxo identitário vem sendo proposto por diversos olhares, internos e externos, sendo este ano um espaço em que se encontram tanto a bola de futebol, quanto a lenta construção democrática. Ano de copa de mundo e de eleições presidenciais.
O salto ainda não completado de uma configuração pré-histórica para um processo civilizatório, foi guiado por uma colonização predatória, cujos processos ainda estão em andamento, através de novos artifícios. O tipo Macunaíma, proposto por Mário de Andrade, definiria para nós essa complexa migração, de sociedades integradas ecologicamente para uma urbanização antropofágica.
Essa antropofagia seria desejável, enquanto afirmação de uma identidade nacional relacionada com sua herança européia, mas que não consegue ser destruída. Pelo contrário, devora o colonizador, transformado-o em elemento digerível, importante apenas assim. Quem engoliu quem a história ainda não revelou, todos ansiosos à espera de um final feliz. Nesses termos, o herói sem caráter propõe uma ética da resistência, sendo a ausência de marcas a sua própria marca, aquilo que torna o inédito viável, para não esquecer Paulo Freire.
Nessa caminhada em busca de nossa alma, tornamo-nos o país da festa: samba, carnaval e futebol. Se essas imagens escondem a violência histórica, latente e cotidiana que alimenta complexos insuspeitáveis de violências, realçam a tendência ao bom-humor e à alegria que certamente definem nosso modo de ser, ou de estar-sendo, como preferiria Heiddegger.
No futebol e na política, os tipos se sucedem. Configurações coletivas, mas com espaço para performances individuais, encontramos desde a figura de João Grilo, recolhida por Ariano Suassuna, quanto a de Lampião, violência também tornada símbolo de resistência cultural. Nos procedimentos, o mutirão e a briga de galo, acontecem lado a lado, apesar de tão diferentes. Talvez as brigas de galo incomodassem Jânio Quadros por ser ele mesmo galo de briga, e ainda mais perdendo a parada...
Nos comandos do futebol e da pátria (para muitos a mesma coisa), o coronel autoritário ou o cacique tupiniquim, desejado há tanto tempo por Marilena Chauí. Esse chefe desejável porque não chefia, não interfere nas rotinas da tribo. Apenas discursa de costas, elogiando as próprias virtudes. O seu discurso marca apenas o ritmo da vida, sem nenhum poder de decisão.
Para o próximo período, talvez precisemos de uma boa mistura dos dois. Diante da força avassaladora das pressões internacionais a teimosia de uma resistência ao jeito dos coronéis. Para os procedimentos que seguem seu curso, diante dos esforços coletivos da parte organizada da sociedade civil, apenas o discurso inofensivo, mesmo que auto-laudatório


*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia, faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também é coordenador do Portal da Vida e faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil
CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. E-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Fone: (71) 3266-0055. Veja esse texto também no blog www.informativo-portal.blogspot.com

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Portal da Vida

 
THEATRUM POLITICUM PDF Imprimir E-mail
Gospel Ecumênico - Textos
Escrito por Marcos Monteiro*   
Sáb, 10 de Abril de 2010 01:10

Para Michel Foucault, significantes e significados dançam no jogo filosófico a dança da ausência de referentes, em que sob a máscara de Sócrates, o riso do sofista pode se ouvir inopinadamente. Mais do que acusar Sócrates de sofista, acusação que o teria levado ao tribunal das massas, segundo a famosa interpretação de Platão, Foucault defende a impossibilidade da razão em prestar contas a si mesma, em caminhar pela clareza e distinção, como pretendera Descartes.
Desse modo, a filosofia torna-se um theatrum philosophicum, lugar de representação de comédias, tragédias, fábulas e outras coisas mais, em que o saber joga qualquer outro jogo, menos o jogo do conhecimento, mais próximo, por conseguinte, dessa complexa distribuição de poder que se constitui enquanto teia de múltiplos fios e de nós tão diversos quão diversa é a natureza humana.
No ciclo quadrienal das eleições majoritárias, prepara-se aqui no nosso Brasil, o theatrum politicum, em que esse complexo jogo referido do poder assume proporções de farsa, representação fantástica de interesses que se cruzam, em nome de palavras, metas, configurações, onde o dito e o quase dito é o que menos conta.
No centro do script estará a ruptura ou continuidade do governo atual, em gestão que completará oito anos. Os atores e atrizes do espetáculo estarão atentos às reações da platéia mais do que aos comentários dos críticos, percebido já que aquela é que realmente conta. Especialmente quando se constata a popularidade recorde do principal ator do atual elenco. Provavelmente, todos os principais pleiteantes ao cargo de presidente da república do Brasil, falarão muito mais em continuar.
Se, por um lado, isto nos assegura uma política econômica estável, estaremos assistindo, mais uma vez, a prioridade das medidas econômicas diante das reformas sociais. Claro que essa estabilidade garante um efeito imediato de bem-estar para os mais desfavorecidos, sem que isso pese sobre o orçamento das grandes fortunas. Uma parcela média da população, incluindo grande parte da classe trabalhadora, com certeza terá de pagar o ajuste dessa conta.
Espera-se pouca coisa diferente da próxima gestão presidencial, qualquer que seja o gestor. Ninguém pretende que o ator seja dramaturgo a reinventar papéis durante a execução da peça. No grande teatro da política, a peça já foi montada e o espetáculo que se anuncia é o mesmo conhecido de sempre, a ser executado com maior ou menor competência teatral. Não há espaço para figuração nesse tipo de peça. Todos os outros estaremos na platéia, depois de pagarmos o ingresso.

Feira de Santana, 09 de abril de 2010.

*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia,faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também é coordenador do Portal da Vida e faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil
CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. E-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Fone: (71) 3266-0055. Veja esse texto também no blog www.informativo-portal.blogspot.com

 

Fonte: Portal da Vida

 
O Evangéio Seguno o Homi do Sertão PDF Imprimir E-mail
Gospel Ecumênico - Textos
Escrito por Weslley Moreira de Almeida*   
Qua, 03 de Fevereiro de 2010 15:59


Weslley Moreira de Almeida*


Certo dia Deus acorda
Oia aqui pra baixo e diz:
- Oxente! Esse povo tá ficano doido é?!
Criei a terra, o céu e o mar
As pranta e os animá
E eles – homi e muiê
Mas tá um no prato do ôtro meteno a cuié,
Tão se acabano, acabano o praneta, moço
E oie que no iniço tudo era bão, desde esboço!

As injustiça tá arretada
Os homi só qué dominá
Os seres que se dize humano
Qué é mermo enfiá a faca no buxo do outro
Como se diz entre eles mermo
“Farinha poca meu pirão primero”
É tanta gente desumana precisano se consertar...
Já tô veno...
Vô tê que mostrá pra esse povo a agir como gente mermo...

Jesus meu fio, venha cá!
Oia pro desgracero que tá se assucedeno lá imbaxo
Minhas criatura prefirida meu fi!
Essa gente tem é sorte, vice
Pro mode se num fosse meu amô pro eles
Que é maió do que seus pecado
Eles tarium tudo arruinado, fritim,fritim...
Todo mundo lascado.

-Não se apoquente meu pai
A gente já vai arrersorvê esse causo
Num vai ser farci não
O cálice é pesado
E o que se tem nele, é amargo
Mas há que se fazê.

- Ta bom meu fio
Entonce tu vá lá
Pra lá eu te enviu
Pra esse povo sarvá
Purque a iniquidade
Já num ta mais pra se guentá.

Num é que Jesus foi mermo homi?!
Desceu em forma de gente
Num ventre de uma tá de Maria
Lá de Belém da Judea
Muiê virge, valoroza, de fé
Sofreu restrição sociá da comunidade
E até mermo
De seu marido, José
Que num entendeu nadica de nada
Dessa gravidez inesperada
Mas Deus-Paim mandô um anjo
Pro mode falá cum ele
Através dum sonho
E expricá o acontecido
E só depois disso entonce
É que se ficô tudo compreendido.

Depois de muita aflição e perseguição
Nosso Sinhô teve que nascê num dormitório de jegue
Numa tá de manjedora lá
No meio de animá e de capim
Pro mode de não ter dindim
Pois num era de familia de posse
Êta que situação ruim...

Mas tudo acabou-se dano certo
Essa criança foi cresceno, cresceno...
Em artura, matutez e graça
Diante dos homi e de Deus
Aos trinta ano foi batizado
Prum tá de João Batista, seu primo
Que vivia no deserto
Comeno uns garfanhoto e mé sirvestre
Pregano arrependimento
Às vibura da época
Escribas e farizeus
Ô raça de cabra safado...!
São piores do que um ateu...
Mas deixa isso pra outra conversa
Vamo dá continuidade ao causo em pauta.

Pois entonce, logo depois desse batismo
Nosso sinhô contemprô o Esprito Santo!
Que veio sobre ele e disse:
“Esse é meu fio amado
Em que tenho prazê danado!”

Aí sim o Nosso Sinhô começô seu ministero
Que foi grande de arruiná
As estrutura sociá da época
É que ele – Nosso Sinhô,
Começô a curá
Libertá
Ensiná
Restaurá
Dá visão aos ceguim
Aos alejado perna sã pra andar
E os capeta expursá
Dos endemoniado tudo
Aos rico pregô pobreza de espríto
E aos pobre abraçô com riqueza de amô.

Mas um tá de Judas, um dos seu dircipulo
Quis colocá tudo a perdê
Mas Jesus não ficou arretado com ele não
Já sabia de tudo...
Isso já tava inscrito nos prano divino
Pois pra o nosso Deusim nada é oculto.

Desde aí entonce
Nosso mestre foi cuspido
Deram com um caniço em sua cabeça
Puseram nele um pano avermeiado
E uma coroa cheia de espinho
Fizeram gozação com ele
O chamano com muito sarro de “rei dos judeus”
Colocarum num madeiro
O prego lhe fez muita dô
Os espinho lhe aprofundava o coro da cabeça
E ele, sufocado, agonizô.

Mas nosso Sinhô num desistiu não
Tava por demais arresovido, vice
Prosseguiu
Se manteve firme
Até o finá ficô.


Aquela cruz era que nem mandacaru
Dolorida e espinhosa
Mas de onde se saia líquido em tempo sequioso
Dali saiu líquido precioso
Pra nossas arma banhar
E como as água do velho Xico
Irriga, transforma, faz nossa vida briá.

Retirarum seu corpo da cruz
Colocarum num tumulo
Num negocio chamado sepucro
E nele ficô até guarda a vigiá
Mas num adianto não
Mermo assim a pedra rolô
Ele resucitô
Ressurgiu dentre os môrto
Se levantô
Êta cabra arretado é o Nosso Sinhô!

E hoje Ele cum essa atitude de amor
Um candiêro eterno nos dexô
E nele a chama inapagarvi
Da esperança e do amô
Pra andarmo iluminado nesse mundo de escuridão
Viva a Nosso Sinhô!

 

*Membro da Comunidade de Jesus/Feira de Santana-BA

*Formado em Letras com Inglês/UEFS

 

 
Comunidade de Jesus _ 01.10.09 PDF Imprimir E-mail
Gospel Ecumênico - Textos
Escrito por Emerson Azevedo   
Seg, 02 de Novembro de 2009 22:42

 

Resumo:

No culto deste domingo como de costume em nossa comunidade celebramos o inicio do mês com a Ceia do Senhor, momento em que renovamos as nossas forças e esperanças na promessa de dias melhores na caminhada do ser Cristão.

Iniciamos com a reflexão bíblica no Livro de Lucas, capítulo 22, Versículos 14 a 20, cujos falam exatamente da importancia e do significado do que é Ceiar.

Em seguida cada membro presente falou do significado da ceia em sua vida, em quanto isso o nosso irmão Weslley fez questão de servir a todos a logo executar o cantico "Alto preço" e "Xote Ecológico".

Momento de oferta e compromisso oração final em Frases fianalizada pelo irmão Emerson e todos se abraçando como simbolo de comunhão.

Frases:

"A figura humana de Jesus pra mim  é mais importante que a divinização dele" - Marcos Monteiro

"A unidade nunca é usada com a idéia de uniformidade" - Marcos Monteiro

Músicas e cânticos:

*Alto Preço
*Xote Ecológico

Presentes:

Weslley, Carlos, Eno, Marcos, Cleise, Emerson.

 

Fonte: Blog da Comunidade de Jesus

 
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