|
Gospel Ecumênico -
Textos
|
|
Escrito por Marcos Monteiro*
|
|
Ter, 20 de Abril de 2010 17:49 |
|
Marcos Monteiro*
A identidade de nosso país vem sendo construída em um processo lento e inacabado, a partir de relações, imagens, tipos e atitudes, onde as concorrências e os paradoxos encontram sempre um lugarzinho. Esse fluxo identitário vem sendo proposto por diversos olhares, internos e externos, sendo este ano um espaço em que se encontram tanto a bola de futebol, quanto a lenta construção democrática. Ano de copa de mundo e de eleições presidenciais. O salto ainda não completado de uma configuração pré-histórica para um processo civilizatório, foi guiado por uma colonização predatória, cujos processos ainda estão em andamento, através de novos artifícios. O tipo Macunaíma, proposto por Mário de Andrade, definiria para nós essa complexa migração, de sociedades integradas ecologicamente para uma urbanização antropofágica. Essa antropofagia seria desejável, enquanto afirmação de uma identidade nacional relacionada com sua herança européia, mas que não consegue ser destruída. Pelo contrário, devora o colonizador, transformado-o em elemento digerível, importante apenas assim. Quem engoliu quem a história ainda não revelou, todos ansiosos à espera de um final feliz. Nesses termos, o herói sem caráter propõe uma ética da resistência, sendo a ausência de marcas a sua própria marca, aquilo que torna o inédito viável, para não esquecer Paulo Freire. Nessa caminhada em busca de nossa alma, tornamo-nos o país da festa: samba, carnaval e futebol. Se essas imagens escondem a violência histórica, latente e cotidiana que alimenta complexos insuspeitáveis de violências, realçam a tendência ao bom-humor e à alegria que certamente definem nosso modo de ser, ou de estar-sendo, como preferiria Heiddegger. No futebol e na política, os tipos se sucedem. Configurações coletivas, mas com espaço para performances individuais, encontramos desde a figura de João Grilo, recolhida por Ariano Suassuna, quanto a de Lampião, violência também tornada símbolo de resistência cultural. Nos procedimentos, o mutirão e a briga de galo, acontecem lado a lado, apesar de tão diferentes. Talvez as brigas de galo incomodassem Jânio Quadros por ser ele mesmo galo de briga, e ainda mais perdendo a parada... Nos comandos do futebol e da pátria (para muitos a mesma coisa), o coronel autoritário ou o cacique tupiniquim, desejado há tanto tempo por Marilena Chauí. Esse chefe desejável porque não chefia, não interfere nas rotinas da tribo. Apenas discursa de costas, elogiando as próprias virtudes. O seu discurso marca apenas o ritmo da vida, sem nenhum poder de decisão. Para o próximo período, talvez precisemos de uma boa mistura dos dois. Diante da força avassaladora das pressões internacionais a teimosia de uma resistência ao jeito dos coronéis. Para os procedimentos que seguem seu curso, diante dos esforços coletivos da parte organizada da sociedade civil, apenas o discurso inofensivo, mesmo que auto-laudatório
*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia, faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também é coordenador do Portal da Vida e faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. E-mail
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Fone: (71) 3266-0055. Veja esse texto também no blog www.informativo-portal.blogspot.com
Fonte: Assessoria de Comunicação do Portal da Vida
|
|
Gospel Ecumênico -
Textos
|
|
Escrito por Marcos Monteiro*
|
|
Sáb, 10 de Abril de 2010 01:10 |
|
Para Michel Foucault, significantes e significados dançam no jogo filosófico a dança da ausência de referentes, em que sob a máscara de Sócrates, o riso do sofista pode se ouvir inopinadamente. Mais do que acusar Sócrates de sofista, acusação que o teria levado ao tribunal das massas, segundo a famosa interpretação de Platão, Foucault defende a impossibilidade da razão em prestar contas a si mesma, em caminhar pela clareza e distinção, como pretendera Descartes. Desse modo, a filosofia torna-se um theatrum philosophicum, lugar de representação de comédias, tragédias, fábulas e outras coisas mais, em que o saber joga qualquer outro jogo, menos o jogo do conhecimento, mais próximo, por conseguinte, dessa complexa distribuição de poder que se constitui enquanto teia de múltiplos fios e de nós tão diversos quão diversa é a natureza humana. No ciclo quadrienal das eleições majoritárias, prepara-se aqui no nosso Brasil, o theatrum politicum, em que esse complexo jogo referido do poder assume proporções de farsa, representação fantástica de interesses que se cruzam, em nome de palavras, metas, configurações, onde o dito e o quase dito é o que menos conta. No centro do script estará a ruptura ou continuidade do governo atual, em gestão que completará oito anos. Os atores e atrizes do espetáculo estarão atentos às reações da platéia mais do que aos comentários dos críticos, percebido já que aquela é que realmente conta. Especialmente quando se constata a popularidade recorde do principal ator do atual elenco. Provavelmente, todos os principais pleiteantes ao cargo de presidente da república do Brasil, falarão muito mais em continuar. Se, por um lado, isto nos assegura uma política econômica estável, estaremos assistindo, mais uma vez, a prioridade das medidas econômicas diante das reformas sociais. Claro que essa estabilidade garante um efeito imediato de bem-estar para os mais desfavorecidos, sem que isso pese sobre o orçamento das grandes fortunas. Uma parcela média da população, incluindo grande parte da classe trabalhadora, com certeza terá de pagar o ajuste dessa conta. Espera-se pouca coisa diferente da próxima gestão presidencial, qualquer que seja o gestor. Ninguém pretende que o ator seja dramaturgo a reinventar papéis durante a execução da peça. No grande teatro da política, a peça já foi montada e o espetáculo que se anuncia é o mesmo conhecido de sempre, a ser executado com maior ou menor competência teatral. Não há espaço para figuração nesse tipo de peça. Todos os outros estaremos na platéia, depois de pagarmos o ingresso.
Feira de Santana, 09 de abril de 2010.
*Marcos Monteiro é assessor de pesquisa do CEPESC. Mestre em Filosofia,faz parte do colégio pastoral da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA. Também é coordenador do Portal da Vida e faz parte das diretorias do Centro de Ética Social Martin Luther King e da Fraternidade Teológica Latino-Americana do Brasil CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. E-mail
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Fone: (71) 3266-0055. Veja esse texto também no blog www.informativo-portal.blogspot.com
Fonte: Portal da Vida
|
|
|
Gospel Ecumênico -
Textos
|
|
Escrito por Weslley Moreira de Almeida*
|
|
Qua, 03 de Fevereiro de 2010 15:59 |
|
Weslley Moreira de Almeida*
Certo dia Deus acorda Oia aqui pra baixo e diz: - Oxente! Esse povo tá ficano doido é?! Criei a terra, o céu e o mar As pranta e os animá E eles – homi e muiê Mas tá um no prato do ôtro meteno a cuié, Tão se acabano, acabano o praneta, moço E oie que no iniço tudo era bão, desde esboço! As injustiça tá arretada Os homi só qué dominá Os seres que se dize humano Qué é mermo enfiá a faca no buxo do outro Como se diz entre eles mermo “Farinha poca meu pirão primero” É tanta gente desumana precisano se consertar... Já tô veno... Vô tê que mostrá pra esse povo a agir como gente mermo... Jesus meu fio, venha cá! Oia pro desgracero que tá se assucedeno lá imbaxo Minhas criatura prefirida meu fi! Essa gente tem é sorte, vice Pro mode se num fosse meu amô pro eles Que é maió do que seus pecado Eles tarium tudo arruinado, fritim,fritim... Todo mundo lascado. -Não se apoquente meu pai A gente já vai arrersorvê esse causo Num vai ser farci não O cálice é pesado E o que se tem nele, é amargo Mas há que se fazê. - Ta bom meu fio Entonce tu vá lá Pra lá eu te enviu Pra esse povo sarvá Purque a iniquidade Já num ta mais pra se guentá. Num é que Jesus foi mermo homi?! Desceu em forma de gente Num ventre de uma tá de Maria Lá de Belém da Judea Muiê virge, valoroza, de fé Sofreu restrição sociá da comunidade E até mermo De seu marido, José Que num entendeu nadica de nada Dessa gravidez inesperada Mas Deus-Paim mandô um anjo Pro mode falá cum ele Através dum sonho E expricá o acontecido E só depois disso entonce É que se ficô tudo compreendido. Depois de muita aflição e perseguição Nosso Sinhô teve que nascê num dormitório de jegue Numa tá de manjedora lá No meio de animá e de capim Pro mode de não ter dindim Pois num era de familia de posse Êta que situação ruim... Mas tudo acabou-se dano certo Essa criança foi cresceno, cresceno... Em artura, matutez e graça Diante dos homi e de Deus Aos trinta ano foi batizado Prum tá de João Batista, seu primo Que vivia no deserto Comeno uns garfanhoto e mé sirvestre Pregano arrependimento Às vibura da época Escribas e farizeus Ô raça de cabra safado...! São piores do que um ateu... Mas deixa isso pra outra conversa Vamo dá continuidade ao causo em pauta. Pois entonce, logo depois desse batismo Nosso sinhô contemprô o Esprito Santo! Que veio sobre ele e disse: “Esse é meu fio amado Em que tenho prazê danado!” Aí sim o Nosso Sinhô começô seu ministero Que foi grande de arruiná As estrutura sociá da época É que ele – Nosso Sinhô, Começô a curá Libertá Ensiná Restaurá Dá visão aos ceguim Aos alejado perna sã pra andar E os capeta expursá Dos endemoniado tudo Aos rico pregô pobreza de espríto E aos pobre abraçô com riqueza de amô. Mas um tá de Judas, um dos seu dircipulo Quis colocá tudo a perdê Mas Jesus não ficou arretado com ele não Já sabia de tudo... Isso já tava inscrito nos prano divino Pois pra o nosso Deusim nada é oculto. Desde aí entonce Nosso mestre foi cuspido Deram com um caniço em sua cabeça Puseram nele um pano avermeiado E uma coroa cheia de espinho Fizeram gozação com ele O chamano com muito sarro de “rei dos judeus” Colocarum num madeiro O prego lhe fez muita dô Os espinho lhe aprofundava o coro da cabeça E ele, sufocado, agonizô. Mas nosso Sinhô num desistiu não Tava por demais arresovido, vice Prosseguiu Se manteve firme Até o finá ficô. Aquela cruz era que nem mandacaru Dolorida e espinhosa Mas de onde se saia líquido em tempo sequioso Dali saiu líquido precioso Pra nossas arma banhar E como as água do velho Xico Irriga, transforma, faz nossa vida briá. Retirarum seu corpo da cruz Colocarum num tumulo Num negocio chamado sepucro E nele ficô até guarda a vigiá Mas num adianto não Mermo assim a pedra rolô Ele resucitô Ressurgiu dentre os môrto Se levantô Êta cabra arretado é o Nosso Sinhô! E hoje Ele cum essa atitude de amor Um candiêro eterno nos dexô E nele a chama inapagarvi Da esperança e do amô Pra andarmo iluminado nesse mundo de escuridão Viva a Nosso Sinhô!
*Membro da Comunidade de Jesus/Feira de Santana-BA
*Formado em Letras com Inglês/UEFS
|
|
Gospel Ecumênico -
Textos
|
|
Escrito por Emerson Azevedo
|
|
Seg, 02 de Novembro de 2009 22:42 |
|
Resumo:
No culto deste domingo como de costume em nossa comunidade celebramos o inicio do mês com a Ceia do Senhor, momento em que renovamos as nossas forças e esperanças na promessa de dias melhores na caminhada do ser Cristão.
Iniciamos com a reflexão bíblica no Livro de Lucas, capítulo 22, Versículos 14 a 20, cujos falam exatamente da importancia e do significado do que é Ceiar.
Em seguida cada membro presente falou do significado da ceia em sua vida, em quanto isso o nosso irmão Weslley fez questão de servir a todos a logo executar o cantico "Alto preço" e "Xote Ecológico".
Momento de oferta e compromisso oração final em Frases fianalizada pelo irmão Emerson e todos se abraçando como simbolo de comunhão.
Frases:
"A figura humana de Jesus pra mim é mais importante que a divinização dele" - Marcos Monteiro
"A unidade nunca é usada com a idéia de uniformidade" - Marcos Monteiro
Músicas e cânticos:
*Alto Preço *Xote Ecológico
Presentes: Weslley, Carlos, Eno, Marcos, Cleise, Emerson.
Fonte: Blog da Comunidade de Jesus
|
|
Olá, este curso não é oferecido pela ...
Gostaria de participar do curso de ca...