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Literatura de Feira - Cordel
Escrito por Emerson Azevedo   
Ter, 14 de Dezembro de 2010 17:25

Franklin_Maxado

Franklin Maxado expressão da Cultura popular em Feira de Santana

 

“Faço hoje, uma justa homenagem a este que é um dos grandes cordelistas do Brasil e defensor ferrenho dessa arte. E faço essa homenagem com a sua ajuda, já que fiz essa poesia seguindo algumas das suas instruções, sobre como escrever cordel.

Sei que tenho muita farinha pra comer, antes de chegar as pegadas desse MESTRE. Porém sou 'ozado' e aqui está, Professor Franklim Maxado, o meu muito obrigado por tudo que o senhor fez e faz por nossa arte popular nordestina.” Nivaldo Cruz.

 

Um Maxado Bem Nordestino – (Nivaldo Cruz) – 02.04.2010

 

No nosso Brasil querido,

Existe a má cultura

Reconhecer talento

Após morrer a criatura

Aí é rua, cidade,

Ou livro, filme, escultura.

É bastante falsidade!

É tanta bajulação !

Que se vivo ainda fosse

Vomitaria o cristão,

Parecendo que em vida

Foi benquisto o cidadão.

 

Muitas vezes em vida

A coisa é bem diferente.

Pobre sofre indiferença

Até mesmo de parente

Alguns até o rejeitam

Deixando morrer descrente.

 

Nadando contra a maré

Quero homenagear

Um grande talento vivo

E com saúde para dar.

É valoroso ao quadrado

Ninguém pode isso negar.

 

Nasceu em 43,

Nessa Feira de Santana,

A Princesa do Sertão,

Boa cidade baiana

Sendo fonte de cultura

No chão de seca tirana.

 

Franklin Cerqueira Machado

Ou “Maxado Nordestino”

Podendo até ser chamado

De um ancião/,menino,

Pois todo poeta o é.

E assim faz seu destino.

 

Para seu representante

A poesia o escolheu.

Mas por sua inquietude

Noutras artes se meteu

Até mesmo Jornalismo

È um dos ofícios seu.

 

 

Teatrólogo, Apresentador de TV

Advogado, professor

Xilógrafo, teatrólogo,

No Teatro, é ator

Oficial militar

Cordelista, compositor

 

 

Ainda foi dirigente

Do Museu Regional

E da Casa do Sertão

Foi um chefe de ideal

Enormes serviços presta

À UEFS no cultural

 

Presidiu o Instituto

Histórico e Geográfico

E a Academia de Letras.

É tanto cargo no gráfico,

Que a sua biografia

Não é um trabalho prático.

 

Sempre viveu da cultura

E disso não se envergonha.

É seu defensor ferrenho.

Quem quiser que se oponha.

Compra uma boa briga

Com seu verso de peçonha.

 

Folhetos de cordel, já

Escreveu em centenas.

Arisco até milhares

Que vendeu a duras penas

Infelizmente, não basta

Ser um bom poeta apenas.

 

Para viver do cordel

Tem que ser bom vendedor.

Seria melhor dizer

Também um grande ator.

Com arte pra despertar

A atenção do comprador.

 

O Maxado Nordestino

Fez e faz com maestria

Por isso é bem conhecido

Dentro e fora da Bahia.

Pra representar a arte,

Era só chamar que ia.

 

O verbo tá no passado,

Melhor corrigir então:

Ele não ia, ele vai

Dentro e fora do sertão

Pra divulgar a cultura

Por todo esse mundão.

 

Pra cumprir essa missão

Que a poesia lhe deu,

Já obrou de quase tudo.

Muita coisa conheceu.

Situações más ou boas,

O bardo vive ou viveu.

 

Não é unanimidade,

Isso é bem natural.

Ninguém agrada a todos,

Diz ditado universal

Mas ele é reconhecido

Por ser um fenomenal.

 

Carlos Drummond de Andrade,

Grande vate brasileiro

Reconheceu seu talento

E o exaltou por inteiro.

Jorge Amando outro grande

Fez elogio verdadeiro.

 

O Manuel do Christo Planzo,

Mestre intelectual,

Teceu enormes destaques

Ao poeta sem igual.

Tem mais gente importante

Que o deixou universal.

Maxado universal.

 

 

Rodolfo C. Cavalcante,

Grande nome do cordel,

Escreveu sobre o Franklin

Maxado no seu papel.

Publicou alguns folhetos

Sobre esse menestrel.

 

Seu valor de sertanejo,

Tudo isso vem provar.

Seu trabalho e esforço

Vieram sempre mostrar

Que a raiz cultural

Temos de valorizar.

 

Somente assim o respeito

Dos outros nós vamos ter.

Pois só vão desrespeitar

Se não saber ou conhecer

E, para isso, o Folclore

Tem muito o que fazer.

 

Franklin Cerqueira Maxado,

Ou “Maxado Nordestino”

Humilde, sábio, um mestre!

Nosso bardo velho/menino

É um senhor de respeito

E um guri bem traquino.

 

Essa é minha homenagem,

Pequena mas verdadeira,

A esse grandioso homem

Que carrega a bandeira

Da cultura nordestina

E da gente brasileira.

 

Que Deus lhe dê longos anos

De inspiração e vida

Pois a nossa fiel arte,

Que é também sua querida,

O tornou imortal

Pra nunca ter despedida.

 

Findo aqui esse folheto.

Deixo apreço e respeito.

Espero que desse modo,

Tenha ajudado direito

Por fora do leito e lápide

Louvar artista perfeito.

 

N – ossas desculpas sinceras

I- nduzidas ao professor ,

V-osmicê, Franklin Maxado,

A-migo que mostra amor.

L- emos sem nenhum favor.

D- as coisas que escrevemos,

O- que fica é um louvor.

 

 

Fonte: Blog A Arte do Meu Povo

 
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