| O mundo do trabalho na diversidade: Oportunidades e Desafios |
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| Literatura de Feira - Artigos | |||
| Seg, 17 de Maio de 2010 17:30 | |||
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Atualmente o mercado tem sido marcado pela competitividade acirrada entre as empresas que para elevar seus padrões de produtividade e qualidade investem pesadamente em novas tecnologias, o que reduz o número de empregos a cada ano, tornando o mercado de trabalho cada vez mais concorrido para todas as pessoas independente do seu perfil. Por outro lado, as empresas também passaram a ser pressionadas por novas demandas como é o caso da Responsabilidade Social, em outras palavras precisam desenvolver ações compatíveis com a sustentabilidade da sociedade.
A maioria das empresas assumem a Responsabilidade Social praticando ações apenas para atender às legislações vigentes ou para melhorar a sua imagem corporativa com os públicos com os quais se relaciona, porém são poucas as empresas que promovem a diversidade e tratam a Inclusão Social das pessoas portadoras de deficiência no mercado de trabalho como um desafio e uma excelente oportunidade de crescimento econômico e social.
De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), 01 em cada 10 pessoas possui algum tipo de deficiência (física, mental ou sensorial). No Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) cerca de 14,5% da população brasileira, ou seja, aproximadamente 26 milhões de pessoas, sofrem algum tipo de deficiência. E em nossa cidade, onde e como se encontram estas pessoas? Quais as condições de vida e de trabalho? As empresas têm assumido o seu papel no desenvolvimento econômico e social?
A Lei 8.312/91 fixa para a iniciativa privada os seguintes percentuais em número de vagas para os PPD’s: "A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:até 200 empregados 2%; de 201 a 500 empregados 3%; de 501 a 1.000 4% e de 1001 em diante 5%. Pergunta-se: Será que a comunidade empresarial feirense tem cumprido a lei? Além disso, não é apenas promover a inclusão da PPD’s é preciso lhe dar condições dignas de trabalho e oferecer perspectivas de crescimento pessoal e profissional, pois são pessoas que merecem todo o nosso respeito. Mas é preciso uma nova mentalidade empresarial voltada para as questões éticas, cidadania e redução da desigualdade social.
É essencial para a sociedade superar os preconceitos e estereótipos, pois em todo o mundo cresce a consciência de uma sociedade mais inclusiva e mais justa e que tem refletido diretamente no mundo dos negócios, levando as organizações a reformular suas relações com a comunidade onde está inserida, pautadas em princípios éticos, de igualdade, liberdade e justiça.
*Profª. Msc .da UNEF e Coor.do curso de Administração
Fonte: Agencia de Comunicação Escola de Idéias Unef.
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